liberté

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domingo, 8 de abril de 2018

Mais sem sentido ainda....

Abrir mão, abrir a mão deveria ser algo simples não é?
Abdicar, ceder...
Então vem aqueles suspiros...
Sim, eu sei, o amor é essa coisa que não prende...
Mas em contrapartida tem esse aperto, de deixar ir...
Esse egoismo de querer que fique,
de querer estar ao lado.
De não querer deixar partir...
Mas bonito mesmo é quando de fato se deixa o outro livre,
e vê-lo voltar, sorrir, estar ali.
E não é somente sobre relações amorosas...
É difícil deixar qualquer um ir...
Mas a liberdade é uma coisa tão linda..
Pode ser que a controvérsia venha de um momento de aprendizagem..
De quem está aprendendo,
que a felicidade autentica, vem do ser livre,
do estar ali sem ser obrigado,
de regar as flores e deixar que venham as borboletas,
de abrir a janela e olhar os pássaros em seu voo incansável, 
de deixar as flores desabrocharem sem precisar arrancá-las..
Como é difícil ter dois pensamentos tão difusos ao mesmo tempo.
Como é estranho estar em devaneios..
Talvez eu tenha me perdido na bagunça do meu interior.
Talvez eu nunca mais volte...

09 de abril de 2018.
Angela Pradella
 

sábado, 24 de março de 2018

Sem razão, sem

Agora,
as coisas andam sem sentido, sem direção.
Os pensamentos estão soltos, loucos.
Penso em dias, em horas, em lugares.
Vejo as lembranças,passam apressadas na mente.
Quartos cheio de segredos.
Os passos em frente a um espelho.
Cartas rasgadas, deixadas, amassadas.
Uma janela fechada, um pássaro que deixei partir.
Pés na areia, coração no mar. Tranquilidade. 
Alguns sorrisos, outras lágrimas.
Acertos e erros, passagens secretas.
Um cappuccino deixado pela metade.
Chocolate meio amargo.
Sentidos sendo sentidos.
Sentidos sem sentidos.
Sem razão,
sem ódio,
sem...

Angela Pradella
24 de março de 2018

Um vazio

Pensamentos soltos.
Indo e vindo, escapam das mãos.
Flutuando em um vazio extenso.
Vazio inundado de falta de silêncio. 
Palavras cruzadas, emaranhadas. 
Imagens tortas, embaçadas.
Memórias amassadas.
Cabeça bagunçada.
Sorrisos, lágrimas, rendição. 
Caminhos sem fim, sem rota, sem norte.
Passos lentos, sem vontade.
Sentimentos controversos. 
Um vazio

Angela Pradella
24 de março de 2018.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Ela, só ela.

De todos os momentos em que estou ao seu lado,
existem alguns em que não consigo explicar.
Não consigo parar de te olhar,
e esse sentimento de felicidade irrompe em meus lábios,
pelos meus olhos, por cada um de meus poros,
faz meu coração formigar, crescer, flutuar.
A alma transcende, se eleva as alturas, entra em total harmonia.
Parece que o tempo para, que o mundo para,
aquele momento torna você meu mundo,
e é como se nada mais importasse, a não ser aquele instante,
que você está ali, na minha frente, sorrindo,
espontânea, desarmada.
Dá vontade de ficar ali te olhando para sempre,
te observando, seus olhos que brilham,
que acompanham seu sorriso, seus lábios,
seus pequenos detalhes, pormenores,
cada linha, cada pequena pinta.
É como olhar a mais sublime pintura,
que encanta, deslumbra, enternece, contagia,
toca no mais íntimo.
Expressa o que a de mais puro em meu ser,
sentimento que não cabe dentro de mim,
que cresce, expande, transborda.
Que me mostra que há certeza está em te amar,
a cada dia mais, e mais lindo,
mais puro, mais eterno.

Angela Pradella
23 de novembro de 2017

terça-feira, 28 de março de 2017

Certas pessoas Certas

Pessoas certas, essas de vez em quando entram nas nossas vidas, sem pedir licença, sem anunciar, simplesmente entram e se estabelecem ali.
Quando digo pessoa certa, não quero dizer um príncipe ou uma princesa, não estou mencionando uma pessoa perfeita, que não tem defeitos.
Muito pelo contrário, as pessoas certas são cheias de defeitos, milhares de deles, dos mais toleráveis até os insuportáveis, elas tem todo o tipo de manias e os piores hábitos. 
Mas elas são boas de coração e tem plena consciência das suas imperfeições. Pessoas certas são as que nos encantam pela sua simplicidade, pela sua paixão por viver.
Elas extraem o melhor da nossa essência, nos fazem querer crescer, mudar, se alguém melhor.
Chegam e nos levam com elas para frente, sempre ao nosso lado, com os abraços mais quentinhos, sendo os abrigos mais confortáveis, os refúgios mais seguros. Um sorriso que irradia paz e felicidade a quem está por perto, anima, instiga. Um olhar que cativa, fortalece.
São as mais belas obras de arte, que elevam nossa alma.
São raridades que algumas vezes temos a sorte de encontrar.
Espíritos livres elas são.

Angela Pradella
28 de março de 2017

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Um universo deslumbrante

A maioria de nós quando cresce esquece como é leve ser criança.
Esquecemos a simplicidade, a inocência, deixamos pra lá o faz de conta, deixamos de acreditar em magia, esquecemos o quanto podemos ser felizes com pouco.
É incrível a capacidade de uma criança de transformar blocos em inimagináveis objetos, massinha em criaturas místicas e extraordinárias, transformar um pedaço de madeira no que ela quiser e criar incríveis histórias e vivencia-las dentro de um momento que parece que nunca mais vai acabar.
Sentar ao lado de uma criança e ouvi-la, conversar com ela, entrar no seu universo é a coisa mais encantadora que alguém pode fazer. É indescritível  a sensação de ver o sorriso de uma criança quando você entra no mundo delas, faz parte da brincadeira, quando você se permite usar a imaginação, quando você come a comidinha que ela inventou com tanto carinho e te ofereceu e quando você continua a história com ela, quando você entra no foguete que vai pra lua, ou quando você se torna uma princesa em um reino com uma linda floresta encantada.
Crianças são criaturas adoráveis quando nós nos permitimos conhece-las, mas infelizmente nós nos esquecemos que um dia também fomos crianças e perdemos um pouco dessa alegria de viver, dessa intensidade de aproveitar cada segundo, perguntar, descobrir novos cheiros, novos sabores, perdemos a vontade de experimentar as texturas, as aventuras, de ver desenhos nas nuvens, de olhar para o céu.
Deveríamos deixar a criança que existe em nós florescer, andar livre por ai. Falta em nós essa vontade de experimentar, brincar, sorrir sem motivo, inventar uma história, deliciar os detalhes da vida.
Falta em nós um pouco de bobagem, traquinagem, aprendizagem.
Falta um pouco ser criança.

Angela Pradella
21 de janeiro de 2017

sábado, 14 de janeiro de 2017

Melhor nem perguntar

Se hoje me perguntarem o que eu quero. Eu não sei dizer ao certo.
Quero viver cada segundo, explorar minuciosamente cada detalhe, cada brisa, cada suspiro, cada pintura no céu, cada olhar, cada sorriso, cada pequena coisa que possa acontecer.
Quero descobrir as estranhezas do meu ser, minhas peculiaridades, minhas maldades, minhas virtudes, meus pormenores.
Quero aprender quem eu sou, o que tenho de melhor e o que tenho de pior, aprender a ser o que eu quiser, quando eu quiser, onde estiver.
Quero andar por ai, sentindo as texturas, o vento, o gosto, o cheiro, a vida.
Quero experimentar, não quero rótulos, não quero regras. 
Quero viver, amar, ser, sentir a intensidade de cada momento.
Quero dançar. brincar, viajar, beijar, amar. 
Quero tudo que a vida pode me dar.
E sobre o amanhã? 
Amanhã é outro dia. 
Quero o agora.

Angela Pradella
14 de janeiro de 2017